As 6 principais tendências emergentes no setor imobiliário na Europa

O estilo de vida europeu continua a atrair investidores nacionais e internacionais

O setor imobiliário está na moda em mais do que um sentido e, após um ano de 2020 inesperado e sem precedentes e um 2021 ainda incerto, as repercussões da pandemia da COVID-19 não só continuam a fazer-se sentir e a ser incertas, como também contribuíram para moldar algumas das tendências emergentes no setor imobiliário na Europa. Uma coisa é certa: o estilo de vida europeu, descontraído e contemporâneo, continua a ser tão atraente como sempre, tanto para investidores nacionais como internacionais. 

1. Viver, trabalhar, reformar-se ou passar pela Europa

Se há uma questão extremamente importante que a pandemia da COVID-19 trouxe à ribalta é a mobilidade, ou a falta dela — ninguém gosta de ver a sua liberdade de movimento limitada. E como é que isto se reflete no setor imobiliário europeu? Para além do atrativo contínuo do estilo de vida e do custo de vida na Europa, as pessoas estão a compreender plenamente que podem, essencialmente, viver, trabalhar, estudar ou passar a reforma em qualquer lugar. E estão a avançar nessa direção. O estilo de vida nómada digital não tem idade nem fronteiras e quem quer tirar o máximo partido da sua liberdade de circulação procura alternativas, planos B, refúgios seguros, países como Portugal, a Grécia ou o Luxemburgo — que têm gerido a pandemia relativamente bem —, seja para mudar de ares, para se estabelecer ou para investir. A Europa está definitivamente a chamar!

2. A geração do milénio está a apostar nos investimentos imobiliários

Uma grande parte do investimento imobiliário na Europa é da autoria da geração millennial – jovens cidadãos, empreendedores ou altos executivos com poder de compra, que se sentem atraídos por tudo o que o estilo de vida europeu tem atualmente para oferecer, desde a facilidade de circulação por todo o continente até aos benefícios fiscais e ao Visto Dourado de Portugal, por exemplo. A geração millennial não só está a adquirir a sua primeira habitação ou espaços empresariais em áreas tecnológicas em ascensão, como também procura segundas residências ou oportunidades de investimento nos setores comercial ou turístico. 

3. Elevada procura, baixo stock

No que diz respeito a viver na Europa, é evidente que os compradores de imóveis sabem exatamente que tipo de imóveis de investimento pretendem; em termos de localização, também sabem exatamente quais as zonas e bairros que procuram e dispõem dos meios financeiros para investir no mercado imobiliário, mas… não estão a obter o retorno esperado. A razão prende-se com a escassez de oferta de imóveis de investimento, uma tendência que se irá manter. 

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4. Investir em segundas residências

O investimento imobiliário ganhou um novo significado na sequência da pandemia da COVID-19 e os compradores de imóveis na Europa procuram propriedades de investimento que sirvam como segundas residências, não só no próprio país, mas também em países vizinhos. Com o trabalho remoto a ganhar credibilidade e com tanto os empregadores como os empregados a adaptarem-se a ele com facilidade e disposição, as pessoas chegaram à simples conclusão de que podem, de facto, trabalhar em qualquer lugar. As segundas residências voltaram a ganhar popularidade neste contexto, a par do objetivo de se afastar das grandes cidades e aproximar-se da natureza – praia, campo, montanha. 

5. Investir em casas maiores

Quanto mais tempo passamos em casa, mais espaço tendemos a precisar – entre o teletrabalho e as aulas à distância, a socialização limitada e os confinamentos iminentes, os proprietários estão a olhar para as suas casas com novos olhos e a perceber que o espaço é o novo luxo. No interior, para que haja uma separação mais clara entre a vida familiar, a vida profissional e a vida escolar; e no exterior, onde há espaço para relaxar, brincar e respirar. Sair para o jardim ou para o terraço é a nova forma de sair.

6. A ascensão das visitas virtuais

Com o trabalho e a vida à distância ainda em pleno andamento e com tantas restrições de viagem ainda em vigor, espera-se que este «novo normal» se mantenha até bem entrado o ano de 2021, com o setor imobiliário a responder rapidamente e a adaptar-se através do marketing por vídeo e de visitas virtuais, incluindo visitas em tempo real aos imóveis para sessões de perguntas e respostas em tempo real com potenciais investidores. Se quem pretende comprar imóveis não puder deslocar-se até aos imóveis, serão os imóveis a encontrar uma forma de chegar até si.

O que mais terá 2021 reservado para o mercado imobiliário europeu?

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